quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Taxi x Avião

Um avião sofre uma pane e o piloto é obrigado a fazer uma aterrissagem de
Emergência, mas graças à sua habilidade, consegue pousar em segurança no
meio de uma avenida. Passado o pânico, os passageiros batem palmas e começam
a sair do avião. Tudo parecia resolvido, quando um taxi desgovernado bate no
avião.

No interrogatório com o motorista, o delegado questiona:

- O piloto evita uma catástrofe e o senhor consegue bater no avião parado?
Como é que o senhor não viu esse jato no meio da pista?
- Doutor, eu peguei um casalzinho lá no shopping, eles entraram no táxi e
começaram o maior amasso e eu 100% de atenção no trânsito.
- Sim, prossiga...
- Ele tirou a blusa dela e começou a chupar os peitos da moça e eu vendo
pelo espelhinho, mas com 90% de atenção no trânsito.
- Continue...
- Ele enfiou a mão nas pernas da moça e puxou a calcinha dela, e eu com 80%
de atenção no trânsito.
- E.....
- Ela abriu o zíper e caiu de boca no bilau do rapaz, daí foi para 50% minha
atenção no trânsito!
- Ok! E então?
- Naquele pega-pega e chupa-chupa, ela tirou o bilau da boca e apontou na
direção da minha nuca, nisso o rapaz gritou:
- OLHA O JATO!!!
- Abaixei a cabeça na hora e nem vi a cor do avião... Doutor!! Como eu ia
saber que era a porra do jato e não o jato da porra?

Resumindo: O taxista foi liberado.

sábado, 7 de agosto de 2010

Arquiteto propõe transformar em consulados os casarões do entorno do museu


Um breve passeio pela avenida Dom Pedro 1º, aquela que nasce bem em frente ao parque da Independência, explica a proposta do arquiteto Márcio Lupion. Em apenas três quadras, há sete casarões desocupados. Isso sem contar outros tantos localizados nas imediações, como os da avenida Nazaré e da rua Bom Pastor, boa parte deles em mau estado de conservação. "Minha ideia é que esses espaços abriguem consulados. Quero fazer disso tudo o Itamaraty de São Paulo", afirma o arquiteto, que apresentou o estudo à Subprefeitura do Ipiranga na última terça-feira.

Para instalação dos consulados, o projeto de Lupion prevê a revitalização da área, com a construção de um parque das águas no jardim do museu e de um bulevar na Dom Pedro 1º. Nos planos, uma ciclovia, o desenho do piso inspirado no mosaico português, as calçadas alargadas, os fios enterrados e os postes de iluminação trocados por luminárias.

"A proposta é boa porque organiza a paisagem. Pensa além da área pública, inclui o micro. A questão é ajustar a contrapartida, o financiamento", diz Regina Monteiro, diretora da Emurb (Empresa Municipal de Urbanização).

Autor do projeto de revitalização do bairro da Liberdade em 2007, Lupion prevê que a criação desse centro cívico também seja feita por meio de parceria público-privada, em que as incorporadoras responsáveis por prédios residenciais "adotem" a reforma. Segundo ele, o dinheiro investido viria rapidamente, com a valorização do bairro, alvo da especulação imobiliária da cidade.

Os anúncios dos edifícios já exploram a tradição de lugar. "Viver cercado de requinte e elegância em meio ao charme de um bairro histórico" é o slogan de uma incorporadora, que descreve a região onde "a cada quarteirão ficam evidentes a riqueza da arquitetura e as marcas da independência."

Como não há casarões suficientes para abrigar as dezenas de consulados instalados em São Paulo, Lupion quer reunir os de países de língua latina e transformar em casa presidencial uma mansão que fica praticamente colada ao museu, na rua Bom Pastor. "Hoje, o que se vê no Ipiranga é a desqualificação de nossos símbolos. Ao adequar o entorno, se refaz a estrutura simbólica da cidade, o que dá sentido de afeto, de valor", defende o arquiteto.

Para o subprefeito do Ipiranga, Renato Ribeiro Nunes, a proposta segue a diretriz da administração municipal de revitalizar áreas urbanas com características próprias, mas precisa de ajustes. "Foi nosso primeiro encontro. O que ele apresentou parece positivo, mas há gargalos em questões de viabilidade técnica, principalmente no que diz respeito ao tráfego. Sobre os casarões, bem cuidados ou não, todos são privados. Teria de se resolver caso a caso."

Caso o projeto seja aprovado, resta saber se os consulados, a maior parte deles situados em bairros como Jardim América e região da avenida Paulista, vão aderir à troca de endereço.

Consulado ou lanchonete?
A casa branca de esquina, na avenida Dom Pedro 1º, com seis salas e terreno de 535 m2, está à venda por R$ 900 mil. É o mesmo valor que se pede pelo imóvel que fica bem próximo dali: um casarão verde de dois pavimentos e quatro dormitórios que ostenta seis placas de "vende-se" na fachada. Aldo Assis, o corretor responsável, diz que foi procurado recentemente pelo McDonald's. "Foi uma proposta de venda, mas não sei se o tamanho é suficiente para eles." Há cerca de três meses desocupado, o casarão quase foi invadido no mês passado. "Fica vazio, acaba dando nisso. Há muitos assim", diz o corretor.

A principal razão da desocupação e dos preços atrativos dos casarões é o fato de estarem próximos ao museu, em área próxima de tombamento. Por isso, todo projeto de reforma, demolição ou restauro deve ser analisado e aprovado pelos órgãos de preservação. "Tem cliente que até gosta, mas há outros que querem comprar para derrubar e construir outra coisa", afirma Assis.

A origem dos casarões
O bairro do grito de "Independência ou Morte" foi um dos que mais receberam casarões no final do século 19 e início do 20, boa parte deles no entorno do museu. A rua Bom Pastor e avenida Dom Pedro 1º são as mais caracterizadas por essas construções de famílias abastadas. É na Bom Pastor que fica, por exemplo, o Palácio dos Cedros. A mansão com mais de 50 cômodos, construída nos anos 20, foi residência da família Jafet, pioneira da imigração libanesa. Hoje, funciona como locação para filmes e desfiles. É ela que Lupion sonha transformar em casa presidencial.